Ministério da Saúde não recomenda o uso de polvo de crochê: Saiba por quê

O Ministério da Saúde enviou, no último mês, uma nota técnica a todas as secretarias estaduais do país informando que não recomenda o uso de polvos de crochê em incubadoras de recém-nascidos.

Essa posição foi adotada porque, segundo o governo, não há comprovação científica sobre os benefícios do bichinho como instrumento terapêutico.

A grande questão é que nós já sabemos que não há comprovação científica a respeito do uso dos polvos (veja o artigo). No entanto, “Os relatos são de melhora nos sinais vitais e ganho de peso mais rápido. Além disso, o polvo evita que eles puxem a sonda e tubos instalados”, como afirmou a gerente de enfermagem do Hospital de Santa Maria, Cíntia Pelegrino, em material divulgado pelo governo do DF em março.

A posição adotada pelo governo, no entanto, em não recomendar o uso dos polvos se baseia não só na falta de comprovação científica, mas no reforço ao uso do método canguru, adotado desde 2000 aqui no Brasil.

O método canguru, segundo o governo, é um método que envolve “todo o pré-natal, internação materna, parto e nascimento, internação do recém-nascido e retorno para casa. Envolve cuidado humanizado, valorizando, principalmente, o contato pele a pele entre bebê e seus pais, controle ambiental, redução da dor, cuidado com a família e todo suporte necessário com equipe multiprofissional na área de saúde”.

Todas essas medidas usadas no método canguru favorecem o contato da mãe com o bebê e têm, entre os benefícios, o “favorecimento do vínculo pai-mãe-bebê-família, estímulos sensoriais positivos, melhora no desenvolvimento do bebê, estímulo ao aleitamento materno e redução no risco de infecção hospitalar”.

E, além de tudo, o método canguru é comprovado cientificamente, segundo o Ministério da Saúde.

Voltando, no entanto, aos polvos,  deve-se salientar que a nota do Ministério não tem caráter proibitivo. Ou seja, fica a cargo de cada hospital adotar ou não o projeto. E, embora a posição do governo seja de não recomendar o uso do polvo, ele cita que o uso de brinquedos (como o polvo) é benéfico ao bebê.

A meu ver, como o uso do polvo não implica a não utilização do método canguru, os bebês podem se beneficiar dos dois métodos, vez que eles não são conflitantes.

E, embora (ainda) não haja um estudo e, portanto, uma comprovação científica dos benefícios obtidos com o uso do polvo, não acho adequado abrir mão desse método que, até o momento, só tem trazido benefício os bebês. Com os devidos cuidados (esterilização, medidas dos tentáculos, etc.), o polvo só tem a somar, podendo ser um aliado, inclusive, de outros métodos, como o método canguru.

Afinal, não estamos dizendo que o polvo de crochê deve substituir o amor e o carinho humano, muito menos que o polvo elimina a necessidade de aleitamento materno. Ao contrário, o polvo é um brinquedo e mais uma demonstração de carinho, afeto e cuidado com o bebê.

Mas e você, o que acha dos polvos? Comente aqui abaixo.

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Consulta

http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/ministerio-da-saude-nao-recomenda-uso-de-polvos-de-croche-em-incubadoras-entenda.ghtml

http://ameci.org.br/o-ministerio-da-saude-publica-orientacoes-sobre-o-uso-dos-polvos-com-recem-nascidos-em-utis/

http://ameci.org.br/wp-content/uploads/2017/04/nota-t%C3%A9cnica-minist%C3%A9rio-da-sa%C3%BAde-24-04-2017.pdf

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